6 de fevereiro de 2008

Olinda


Chegamos ao TIP (Terminal Integrado de Passageiros) do Recife, com atrasos e paragens para pequeno almoço não aproveitadas, 14h depois de sairmos de Salvador. Foi uma viagem e pêras... mas não afectou a boa disposição.

O Recife é uma cidade industrial. A sua avenida marginal é adepta da cultura do betão com arranha-céus mesmo até à praia. É também uma das cidades mais violentas do Brasil, a par de S. Paulo e Rio de Janeiro... por isso queríamos passar lá o mínimo tempo possível. Seguimos imediatamente para Olinda, a 10km - e uns séculos - de distância.

Olinda vende-se como sendo uma das mais valiosas jóias da arquitectura colonial do Brasil. As ruas de calçada e as casinhas coloridas dizem que sim. As palmeiras ao lado de cada igreja dão-lhe o ar tropical e as ladeiras inclinadas de fazer doer as pernas, o ambiente saloio que eu adorei.


 
Aqui - em Dezembro - já se prepara afincadamente o Carnaval. As bandas ensaiam, e os blocos saem à rua caracterizados de tambores e pandeiretas na mão. O Carnaval de Olinda é dos mais concorridos do Brasil, depois dos do Rio e Salvador.



Olinda também é uma cidade de artistas. Porta sim, porta sim há um atlier de um pintor/escultor/ilustrador/fazedor de máscaras de carnaval. Adorei bisbilhotar em tudo, só queria ficar mais tempo.


 
De noite, experimentamos um camarão com molho de côco e mais tarde vamos até à Bodega do Veio onde uma banda tocava um chorinho na rua, um samba lentinho. Há muita gente a dançar, toda gente está misturada a ouvir o chorinho a sair dos instrumentos, sentados no passeio, o turista, o novo, o velho, o camisa rota, o cão. Gostei.



Com o passar da noite Olinda vai-se enchendo de gente - não sei de onde apareceram - fiquei boquiaberta. Perguntamos se é alguma data especial, mas não... é sempre assim quando o Reveillon e o Carnaval se aproximam. São as "prés" como lhes chamam.

3 comentários:

Lou* disse...

Não tinha a noção que lá eles andam meio ano a preparar o carnaval... e o resto do ano? Ficam de ressaca? eheheh

Parece uma cidade cheia de cor... mas parecem todas não é?

Gostei muito desse portão em vermelho sobre azul.

eu mesmo disse...

belas fachadas, belas portas, e principalmente belo mural com o neguinho dançante...
finalmente pessoas...
parabéns

Filha do Vento disse...

obrigada "tu mesmo".
Realmente pessoas é que não faltavam nessa noite. Não havia bocado de parede ou chão que não estivesse ocupado... a roçar o claustrofóbico mesmo...

:)