26 de setembro de 2008

Napoli

23-Agosto-2008

Nota-se uma grande religiosidade na cidade, com uma Nossa Senhora em todas as esquinas. Aprendemos sobre o milagre da liquefação do sangue de S. Gennaro que acontece por 2 vezes por ano em Nápoles e a importância que isso tem para a população. Acontece que se não se der a liquefação isso é um presságio muito mau que pode anteceder uma catástrofe: uma erupção do Vesúvio em 1944, um terramoto em 1980 ou o Nápoles ter perdido contra o Milan em 1988... são alguns exemplos de catástrofes napolitanas.

Nápoles é uma base de partida para explorar as ruínas de Hercolano e Pompeia, as cidades destruídas numa erupção do Vesúvio..... e é também uma ponte para as ilhas de Capri e Ischia – o nosso destino final.


Decidimos visitar as ruínas de Hercolano. Apanhamos a linha Circumvesuviana e em 20 minutos estamos no sopé do vulcão. Está um calor de morte. Gostei de visitar os subúrbios de Nápoles. São pobres e áridos e Hercolano assemelha-se em muito a sítios que vemos em Marrocos. A comida –ao contrario de Marrocos- é que é sempre fresca. Os mercados de rua mostram isso. Cheira a mangericão. Há tipos de tomate de todos os tamanhos e aposto que sabem muito melhor do que os que compro no supermercado. Adoro mercados!

De volta a Nápoles está tanto calor que decidimos visitar o Museu Arqueológico. Depois passeamos pela cidade. Descemos até ao porto passando pelo Quartieri Spagnoli. As ruas são tão estreitas que a roupa se estende de um lado ao outro. O Sol quase não entra e as condições de saneamento básico são muito precárias.
Mais em baixo na Piazza Plebiscito encontramos uma tentativa de grandeur na cidade. Uma praça inspirada na Piazza San Petro em Roma, um templo inspirado no Panteão de Roma, galerias comerciais inspiradas nas galerias Vittorio Emanuel em Milão...





Na minha opinião, o que Nápoles tem de realmente especial é a baía ao longo da qual a cidade se estende, aninhada no Vesúvio. Ao longo dos tempos as populações habituaram-se a viver sob a alçada do vulcão... e isso fascina-me.




À noite queremos finalmente experimentar uma verdadeira pizza napolitana, mas não resistimos às misturas de ingredientes. É que as verdadeiras pizzas napolitanas consistem numa base de massa, tomate e uma folha de basílico. Só!
E nós gostamos de queijinho... então pedimos uma Caprese. Deliciosa feita em forno de lenha... hummm

3 comentários:

tanto faz disse...

gosto muito da ultima foto...

ana disse...

tb gosto...
realmente pisas boas devem ser em napoles :s pelo menos as de milao sao uma porcaria...
*então e os tios napolitanos de bigode?ah fotos?lol

Filha do Vento disse...

eheh! Não... não tirei fotos aos padrinhos napolitanos... mas sou capaz de ter visto um ou 2.
É que eu tenho um problema.. não consigo fotografar pessoas.