10 de abril de 2007

Gerês - parte II





Gerês fresco e verde, cinzento e vermelho e castanho e cor de rosa ao mesmo tempo.
Gerês, casa de fadas e duendes - tenho a certeza - e de outros monstrinhos narigudos de olhar brincalhão do quais já tinha esquecido a existência.
Gerês feito de pedra e madeira, feito de saberes perdidos. Gerês feito de segredos.






Um lobo vê-nos passar. Não o vemos.
Um garrano espreita e ali fica preguiçoso.
Quero que ele me conte os segredos do Gerês... Aproximo-me de mansinho... mas esqueço que as nossas vontades aqui são vãs.
Assim que me vê afasta-se a trote com o vento na crina e eu deixo-me estar, sem resposta.



Resta-me o sol na pele e a noite estrelada, resta-me o frio doce no nariz e o calor da fogueira nas mãos, resta-me a natureza a pulsar de viva de manhã e o cheiro da amora silvestre à tarde, o crepitar da caruma debaixo dos pés e os barulhos misteriosos dentro dos arbustos. Resta-me o sonho com um cavalo à solta.

E chega. Quero que os segredos do Gerês permaneçam na posse de quem os pode guardar...

1 comentário:

Filipa disse...

Já te disse que adoro as tuas fotos? E a isso junta-se o teu jeito de escrever....

Também adorei ler o Planisfério Pessoal! :)

O teu blog tem um novo rosto! Sempre a surpreender!

Beijos da desaparecida!

*Moura*